QUARENTA

 

Moça tão gentil e tão bela,

Tenho por você grande consideração,

Se você é a chama eu sou a vela,

Se você é o sangue sou o coração.

 

  Na fantasia dos quarenta

Quando se crê ter aprendido,

Ponho de lado as diferenças

E falo baixo aos seus ouvidos.

 

Tenho a experiência dos anos

E um coração repleto de amor sem fim,

Acredite que como ninguém a amo

E me ame, pois não tenho mais tanto tempo assim.

 

Eduardo de Paula Barreto