QUADRO

 

Sábias palavras,

Consolei-me com elas

Enquanto andava

Por entre as vielas.

 

Ficaram gravadas,

Grudadas na mente,

Mensagens sagradas,

Lembranças persistentes.

 

Nas paredes de madeira

Dos miseráveis barracos,

A religião caseira

Expressa num triste quadro.

 

Ele pregou a igualdade,

No escuro fez surgir a luz,

Mas a ignorância e a maldade

O pregaram numa cruz.

 

Eduardo de Paula Barreto