PULGA-NINJA
A minúscula pulguinha
Para a sua mãe confessou:
— Mamãe, quando eu for mocinha
Dos bichos serei o terror.
— Serei forte e enorme,
Terei uma espada imponente,
Pulga-ninja será o meu nome,
Destruirei quem se colocar na minha frente.
Enquanto ela viajava
Em meio aos seus devaneios,
Os carrapatos diziam dando risadas:
— Nossa, estamos morrendo de medo!
A pulguinha cresceu
Cada dia com mais energia
E todo bicho do qual sangue bebeu
Acabou morrendo de anemia.
Então as outras pulgas preocupadas
Por não terem mais onde morar,
Prepararam uma cilada,
Pois da Pulga-ninja precisavam se livrar.
Assim lhe apresentaram um novo hospedeiro,
Uma cachorrinha linda e muito convencida
Cujo dono tinha rios de dinheiro
Por ter uma fábrica de inseticidas.
Eduardo de Paula Barreto