PROSTRADOS
Por que agora diariamente
A parede e o teto
Permanecem silentes
Olhando para a gente
Como se fôssemos objetos?
Quem comanda os nossos pensamentos
Que parecem nos abandonar
E atendendo a vontade do vento
Nos deixam por muito tempo
Impossibilitados de falar?
O que nos deixa assustados
Com medo de sair na rua,
Nos tornando encarcerados
E totalmente desligados
Vivendo no mundo da lua?
O que nos tira a fome
E todos os outros prazeres,
Fazendo com que aquele que dorme
Em verdadeiro bebê se transforme
E fique dormindo por meses?
Assim todos ficamos
Totalmente prostrados
Diante do soberano
Sentimento que experimentamos
Quando estamos apaixonados.
Eduardo de Paula Barreto