PRÓPRIO VENENO
A água que banha as pedras
E que se retira para o mar
Ao céu como vapor se entrega
E caindo gentilmente rega
A planta que se faz brotar.
A planta que se estica
Como se o Sol chamasse o seu nome
Cumprindo a sua missão se dignifica
E torna a vida mais rica
Quando mata no homem a sua fome.
O homem aprende com cada lição
E então passa a ser pleno
Mas quando ignora a intuição
Inunda de fel o seu coração
E morre pelo seu próprio veneno.
O veneno que mata o homem
Tira o sentido da planta
Aí então o Sol dorme
E o vapor da água some
Pois sem o homem do que tudo isso adianta?