PRESO AO LEITO

 

Estou paralisado,

Meu pensamento tem outro dono,

Não consigo ficar concentrado,

Sinto-me no limite do abandono.

 

Estico os meus braços em vão,

Jogo o meu grito ao vento,

Recolho-me em minha reclusão,

Tento apressar o tempo.

 

A agonia impera em meu peito,

Uma imagem ocupa o meu olhar,

Me prendo com correntes ao leito,

Não sei até quando vou suportar.

 

Ah quem me dera estar livre,

Não sentir-me tão dominado,

Que desta vida Deus me prive,

Mas que não seja por estar apaixonado.

 

Eduardo de Paula Barreto