PRESENTE
SEM RIMA
Suo
de tanto frio
De
calor tenho arrepios
E
incontrolável tremor
Me
cubro com mil cobertas
Mantendo
a boca aberta
Para
poder respirar melhor.
Nas
extremidades dos meus membros
Sinto
intenso formigamento
E
o meu pulso parece paralisado
Tento
dormir um pouco
Mas
as dores no corpo
Me
mantêm acordado.
Tudo
por culpa de um presente
Que
me deixou doente
E
profundamente entristecido
Ganhei
um livro de poesias confusas
Daquele
em que o autor não costuma
Rimar
os versos escritos.
Então
se você quiser me dar um livro
Pode
ser moderno ou antigo
E
não precisa ser obra-prima
Mas
se ele for de poesias
Não
cometa a heresia
De
me dar poesias sem rimas.
Para
mim poesia em prosa
É
como repolho e rosa
Na
hora da refeição
O
repolho alimenta a barriga
Mas
a rosa ao ser oferecida
Alimenta
a alma com emoção.
Eduardo
de Paula Barreto
01/09/09