PREMISSA
Não tente me impedir,
Não me chame de ousado,
Eu não sei mentir
Ou amar sendo limitado.
Pode controlar os movimentos
Que faço com as minhas mãos,
Mas quanto aos meus pensamentos,
Liberte-os da prisão.
Assim o nosso amor será pleno,
Suplantará as nossas limitações,
Não se submeterá ao que tememos,
Então experimentaremos profundas emoções.
A terei como quiser,
Pois a desejo submissa,
Agora seja apenas mulher
E minha alma profetiza
Que ao ver-se entregue aos meus pés
Você se sentirá uma poetisa
Que rima a rima que vier
Com a seguinte premissa:
‘Só será digno do amor aquele que puder
Ver o que ao longe se avista,
Sem grades, muros ou outro limite qualquer,
Já que sou livre, então que se faça justiça’.
Eduardo de Paula Barreto