PREFIRO CHORAR

 

Não me deixe só,

Pois não aprendi a não ter você,

Não, não sinta dó,

Simplesmente tente entender.

 

Você inundou meu coração

Transformando o meu peito

Num universo de paixão,

Conquistou-me com o seu jeito.

 

Sou como aquele pássaro preso

Que foi sempre alimentado

E que agora se sente indefeso

Por ter sido libertado.

 

Não me importo em confessar

Minha dependência do seu amor,

Eu prefiro me escravizar

A ter que morrer de dor.

 

Dizem que é feio um homem chorar,

Mas tem homem que é sensível,

Sei que se você não voltar

Viver para mim vai ser impossível.

 

Se as promessas de amor que você fez

Ainda estão em sua lembrança,

Deixe-me tentar mais uma vez,

Me dê uma nova esperança.

 

Prometo que vou me conter,

Controlar a minha ciumeira

Para poder lhe manter

Ao meu lado pela vida inteira.

 

Eduardo de Paula Barreto