PRÉDIO

 

Você vive no último andar

De um prédio enorme,

Não há elevador para me levar,

Nas escadas em cada degrau o seu nome.

 

Subo rápido e logo me canso,

Minhas pernas não suportam,

Penso em desistir, me encosto num canto

E suas lembranças me confortam.

 

Retomo o desafio

E caio dominado pelo cansaço,

A desistência já está por um fio,

Quando imagino o calor do seu abraço.

 

Totalmente sem forças bato em sua porta,

Mas você não está mais lá,

Sua vizinha desconcertada me exorta:

— Ao ver-te lá embaixo ela pulou para te abraçar.

 

Eduardo de Paula Barreto