PRECISO AMAR

 

A água do rio corre para o mar,

A luz persegue a escuridão,

O vento busca o que levar,

Os meus pensamentos tentam inventar

Uma maneira de conquistar o seu coração.

 

Os meus lábios sonham lhe beijar,

O meu corpo implora o seu calor,

As minhas mãos querem se tornar

Toalhas para enxugar

Cada gota do seu suor.

 

Os meus braços relutam em descansar,

O meu estômago não quer mais alimento,

Os meus pulmões só aceitam se inflar

Se for para fazer a minha boca gritar

O seu nome aos quatro ventos.

 

A minha alma se recusa a ficar

Solitária dentro deste corpo,

Pois apesar de eu respirar,

Além do ar eu preciso amar,

Caso contrário eu me sinto morto.

 

EDUARDO DE PAULA BARRETO