PRAZER DE VIVER
Resigno-me frente às desventuras,
Aceito as adversidades,
Busco mesmo em meio às amarguras,
Cristais de açúcar que relembrem a felicidade.
Enquanto dói o peito penso no prazer,
Ao ignorar a dor tento enfraquecê-la.
Finjo não a perceber,
Talvez assim eu consiga removê-la.
A força que eu busco para me superar,
Para vencer esta batalha quase sem fim,
Não está em nenhum outro lugar
A não ser aqui mesmo dentro de mim.
Tudo o que preciso é conseguir me equilibrar,
Então as forças surgirão com todo o poder,
Assim poderei finalmente me libertar
Reconquistando o sonhado prazer de viver.
Eduardo de Paula Barreto