POTES DE SABEDORIA
 
Quando olho para alguém
E vejo apenas uma pessoa
Reconheço que não estou bem
E que minha sensibilidade também
Não está muito boa.
 
Atrás de roupas caras
Ou de tecidos mal costurados
Estão jóias raras
Às quais nada se compara
Universos a serem desbravados.
 
Há olhos que são espelhos
E outros que são escudos
Há jovens nos olhos dos velhos
Há velhos nos olhos vermelhos
Dos jovens que não crêem no mundo.
 
Há beleza no recém-nascido
Que é recebido com alegria
Há beleza no homem envelhecido
Cujos olhos trazem escondidos
Enormes potes de sabedoria.
 
Eduardo de Paula Barreto
24/06/2009