PORVIR
Tenho saudade de tudo o que não é presente,
Sonho muito menos do que consigo lembrar.
Acho sempre que o que vivi foi muito mais ardente
Do que qualquer ilusão que meu coração possa acalentar.
Os dias de outrora são pura constatação,
Não consigo pesar os meus momentos atuais
E quanto aos sonhos, deles abro mão,
Deixo o futuro incumbir-se de seus ideais.
Não sou dono do meu destino,
Nem mesmo dono de mim,
Se fosse jamais deixaria de ser menino
E não testemunharia tantas tristezas assim.
Tenho esperança de que mudar signifique evoluir,
Que estejamos sendo treinados
Para novas experiências que estão por vir,
Enquanto isso aguardo com coração quebrantado.