POR ACASO

 

Foi tudo acidental,

Não houve culpados,

Aconteceu numa intensidade anormal,

Não tinha como estarmos preparados.

 

Foi numa manhã de domingo,

Eu estava correndo no jardim,

Ela se aproximou sorrindo,

Também correndo passou perto de mim.

 

Não planejei reencontrá-la,

Na outra volta nos cruzamos novamente,

Sem querer acabei por esbarrá-la

E ela mais uma vez me olhou sorridente.

 

Assim foi durante todo o exercício,

Em cada volta nos olhamos por mais tempo,

Ao terminarmos usei um antigo artifício,

Sugeri comprarmos água, pois estávamos sedentos.

 

Sentados no banco nos conhecemos,

De forma inesperada nos apaixonamos,

A partir daquele instante nunca mais soubemos

O que é viver distante da pessoa que amamos.

 

Eduardo de Paula Barreto