POETAS ALADOS
Pássaros do campo ou da cidade
Não cantam por vaidade
Não precisam se exibir
Apenas seguem seu instinto
Cantando para fêmeas que vêm vindo
Ou para quem quiser ouvir.
Há humanos que têm asas
Não daquelas nas costas grudadas
Mas asas que não se pode ver
São asas da liberdade de expressão
Que quando juntam caneta e mão
Se transformam em verso para se ler.
Nas asas dos poetas alados
Há sempre espaços reservados
Para acomodar novas penas
E cada nova pena acomodada
Em minutos é transformada
Em mais um lindo poema.
Eduardo
de Paula Barreto
07/02/2010