POETA MORTO
O poeta que é dependente
Da inspiração para escrever,
Escreve por estar contente,
Escreve também por sofrer.
O animal que salta no parque,
A criança que brinca no mar,
As fictícias ruas de Marte,
Tudo o faz se inspirar.
Não é o poeta que decide
Que emoção irá despertar,
Mas são as experiências que vive
Que fazem sua mão deslizar.
Se há uma poesia triste
O coração do poeta doeu
E se a poesia não mais existe
É porque o poeta morreu.
Eduardo de Paula Barreto