POESIA-CONSOLO

 

Vou lhe revelar um segredo

Esperando contar com a sua discrição,

Essas poesias que escrevo

Não são feitas com os meus dedos

E nem surgem depois de muita concentração.

 

Exploro temas que pretendem aliviar

O fardo daquele que caminha sofrido

Ou então estimulo a amar

E totalmente se entregar

O que não se declara por ser inibido.

 

Tento trazer uma mensagem otimista

Para aquele cuja alma nunca descansa

E mesmo sem poder explicar a vida

Passo bálsamo nas doloridas feridas,

Se não as curo, pelo menos trago esperança.

 

Minhas poesias me soam como palavras alheias

Impregnadas de conselhos coesos

Que invadem o meu corpo pelas veias,

Ocupam o meu cérebro e exigem que ele as leia,

Minhas poesias são consolo para mim mesmo.

 

Eduardo de Paula Barreto