POÇO DE IGNORÂNCIA  

 
Quando eu era criança pequenina
Durante o dia inteiro sorria
Que saudade da minha infância
Mas sorria o tempo todo
Simplesmente por ser tolo
Eu era um poço de ignorância.
 
Os ignorantes não sofrem
Mesmo quando se tornam homens
E mantêm a pouca sabedoria
Mas quando adquirimos conhecimento
Ampliando nossa capacidade de julgamento
Mesclamos bem-estar e agonia.
 
Não sofre aquele que se satisfaz
Com aquilo que come e faz
Mantendo a ignorância do começo
Mas aquele homem que cresce
Conquistando sabedoria amadurece
E paga para isso um alto preço.
 
Eduardo de Paula Barreto
15/08/09