POBRE ALMA
Pobre alma que se perde
Por não ter sabido fazer escolhas,
É como a fruta sempre verde
Que não mata fome nem sede
Por nunca estar pronta para que se colha.
Pobre alma que se degrada
Por não prestar atenção na vida.
É como o pote cheio d’água
Que não serve para nada
Por conter água poluída.
Pobre alma que se corrói
Por não seguir a intuição.
É como os olhos do boi
Que despenca da estrada e destrói
A carroça devido à escuridão.
Pobre alma que se condena
Por não reconhecer
Que a verdade mais serena
Habita de maneira plena
O mundo que não se pode ver.
Eduardo de Paula Barreto