PLANOS

 

 

Tinta da caneta que escorre pelo papel

Anotando meus minutos, registrando minha história.

As folhas viram, se amarelam, parecem mel,

As palavras ganham vida própria, não dependem mais da memória.

 

Ao rever os registros mais antigos

Percebo o quanto mudei.

Parecem histórias, não minhas, mas de amigos,

Quantos “eus” viveram em mim?  Isso não sei.

 

  Você que lê este poema

Faça uma reflexão.

Não julgou por várias vezes ter o definitivo esquema

Que o conduziria à realização?

 

Quantas vezes mudou de idéia

E reconheceu ter se equivocado?

Mas se alegre, pois apenas a alma em miséria

Deixa de criar novas metas para alcançar o que é sonhado.

 

Mudar os planos não é sinal de fraqueza,

É apenas demonstração de crescimento,

Pois é experimentando os vários pratos da mesa

Que se descobre qual é o melhor alimento.

 

Eduardo de Paula Barreto