PLANOS
Tinta da caneta que escorre pelo papel
Anotando meus minutos, registrando minha história.
As folhas viram, se amarelam, parecem mel,
As palavras ganham vida própria, não dependem mais da memória.
Ao rever os registros mais antigos
Percebo o quanto mudei.
Parecem histórias, não minhas, mas de amigos,
Quantos “eus” viveram em mim? Isso não sei.
Você que lê este poema
Faça uma reflexão.
Não julgou por várias vezes ter o definitivo esquema
Que o conduziria à realização?
Quantas vezes mudou de idéia
E reconheceu ter se equivocado?
Mas se alegre, pois apenas a alma em miséria
Deixa de criar novas metas para alcançar o que é sonhado.
Mudar os planos não é sinal de fraqueza,
É apenas demonstração de crescimento,
Pois é experimentando os vários pratos da mesa
Que se descobre qual é o melhor alimento.