PÉSSIMO AMANTE
Não sei amar,
Sou pedaços de um sedutor,
Consigo até deslumbrar,
Mas apago qualquer chama de amor.
Dou polimento no vaso
Deixando-o totalmente brilhante,
Mas ele sempre acaba em cacos,
Não tenho talento para amante.
Planto uma semente no campo
E quando é um desabrochado botão
Ao respirar caio em pesado pranto
Ao ver que o meu sopro virou furacão.
Então a planta morre
Me fadando a mais um solitário dia,
Assim reconheço que sou um homem
Que ama, mas apenas na fantasia.
Eduardo de Paula Barreto