PERIGO NA MATA
Pedro e sua família foram passear
Num lindo e distante lugar
Onde tudo parecia festa
Jamais tinham visto
Tão variados bichos
Que brincavam na floresta.
Papai e mamãe estavam
Tão contentes que cantavam
Enquanto armavam a barraca
Pedro e sua irmã Rebeca
Brincavam de pega-pega
Entre as árvores da mata.
De repente o céu escureceu
E uma tempestade desceu
Os fazendo procurar o abrigo
Mas logo notaram
Que ao brincar se distanciaram
Dos pais e estavam perdidos.
Rebeca morrendo de frio
Abraçou Pedro que com arrepios
Disse que juntos ficariam protegidos
E chamaram por seus pais gritando
Mas os trovões e os relâmpagos
Não permitiram que fossem ouvidos.
Os pais estavam desesperados
Pois já tinham entrado no mato
Mas não encontraram o casal
Então decidiram pedir auxílio
Para outros pais e filhos
Para a busca sob o temporal.
Pedro e Rebeca saíram correndo
Tentando voltar para o acampamento
Mas ficaram mais distantes ainda
Até que conseguiram encontrar
Um buraco para se abrigar
Parecia uma bênção do céu advinda.
Eles acharam o abrigo até quente
Mas um cheiro forte e diferente
Fez Rebeca perguntar a Pedro:
Que cheiro estranho e esse aqui?
E ao ouvirem um rugido saíram dali
Correndo e tremendo de medo.
A chuva já havia passado
E eles num galho pendurados
Descobriram quem os assustara
E de cima duma árvore enorme
Viram uma onça com fome
Tentando lhes ferir com suas garras.
Assim gritaram mais alto
Enquanto a onça em saltos
Tentava lhes alcançar
Mas logo ouviram um barulho
Então se encheram de orgulho
Ao verem o pai se aproximar.
O barulho foi um tiro de espingarda
Que assustou a onça pintada
A espantando para outro lugar
Então todos se abraçaram
E até mesmo choraram
De alegria por se reencontrar.
Eduardo
de Paula Barreto
30/01/2011