O PEQUENO ÍNDIO

 

O pequeno índio chora

Todo fim de tarde

Quando mergulhando mata afora

O Sol vai embora

Sem fazer alarde.

 

Ele fica se questionando

Para onde o Sol terá ido,

Se para o céu saiu voando,

Se na mata foi se embrenhando

Ou no fundo do rio se escondido.

 

Ele se apressa para dormir

Com medo de que

A Lua se recuse a sair

E o Sol não consiga vir

Para um novo amanhecer .

 

Mas em todas as auroras

Ele volta a acreditar

Que basta o passar das horas

E o Sol sem demora

Sempre volta a brilhar.

 

Esta certeza tira dele o choro

O transformando numa feliz criança

Que aprendeu que atrás dos morros

O Sol sempre brilhará como ouro

Trazendo novas esperanças.

 

EDUARDO DE PAULA BARRETO