PEDRINHAS
Cato pedrinhas do chão
E vou enchendo o bolso,
Apesar dos calos em minha mão
E da queda de pressão
Continuo colhendo-as com gosto.
Me sento em qualquer lugar
E confiro o quanto catei,
Vejo que já devo parar
Ou não conseguirei mais andar
E definitivamente desmaiarei.
Chego em casa de tarde
E coloco as pedrinhas sobre a mesa,
Então a alegria me invade,
Pois basta que eu as lave
Para constatar a sua grandeza.
São fragmentos da Terra,
Obra que a Santa mão concebeu,
Estejam elas na mesa ou na serra
Serão sempre mais do que esferas,
Pois são pequenos pedaços de Deus.
Eduardo de Paula Barreto