PEDRAS DOS ALGOZES
Certo dia fui julgado
E pelo povo condenado
Por pensar com liberdade
Me consideraram um pecador
E sem nenhum pingo de amor
Me apedrejaram com crueldade.
Eu tentava me proteger
Ao mesmo tempo em que
Recolhia as pedras jogadas
E enquanto protegia meu rosto
Cada pedaço de pedra era posto
Sobre as outras de sangue manchadas.
Embora já fraco por dentro
Resisti a tão grande sofrimento
E não desisti de lutar na batalha
Foi quando surpreso percebi
Que os algozes não podiam me ferir
Pois eu erguera uma enorme muralha.
Eduardo
de Paula Barreto
25/01/2010