PEÃO

 

Tenho o Sol da manhã

Que dispersa o orvalho,

Sigo com a mente sã

Montado no meu cavalo.

 

Tenho a estrada de terra

Não preciso carregar água,

No sopé de cada serra

Minha sede é saciada.

 

Vou feliz porque na garupa

Onde não há ninguém sentado,

Trago uma linda moldura

Que envolve o teu retrato.

 

  No fim de cada dia

Quando o Sol se põe cansado,

Me deito na rede com alegria

E com o chapéu mantenho o rosto tampado.

 

Aí então supero as distâncias

E lançando um invisível laço

Te trago para a rede que balança

Enquanto te envolvo em meus braços.

 

Eduardo de Paula Barreto