PÂNICO

 

Será que estou bem?

Procuro um parâmetro qualquer.

Me ignoro e me analiso também,

Farei sempre o melhor que puder.

 

Busco o sonhado equilíbrio,

Balanço da mente e do corpo.

Tento dominar o meu espírito,

Até que ponto sei não estar louco?

 

Sensações estranhas, diversas

Me transportam para fora de mim.

Ouço ao longe distantes conversas,

Lágrimas caem indiferentes, sem fim.

 

Onde está o ar, por que o formigamento?

Sumiram minhas palavras, estou afônico.

É difícil suportar tão grande sofrimento

Causado por uma crise de pânico.

 

Eduardo de Paula Barreto