O TOQUE

 

Eu tenho você no meu peito,

Mas não em minhas mãos.

Crio o cenário de amor perfeito,

Mas nele só sou aceito

Quando subo no palco da ilusão.

 

Os quilômetros não consigo contar,

São inúmeros e se colocam entre nós,

Me resta tão-somente pegar

O telefone e me contentar

Em ouvir a sua voz.

 

  Lhe ouvindo falar

A sinto mais perto

E então passo a acreditar

Que ainda conseguirei lhe amar

Do jeito que acho mais certo.

 

O amor não sobrevive sozinho,

Precisa de cuidados,

Se alimenta de carinho,

Mas se for para deixá-lo fraquinho

E melhor ficar apenas apaixonado.

 

Eduardo de Paula Barreto