O SUICIDA
 
Do alto de um edifício
Decide jogar-se no precipício
Por não conseguir ser feliz
Não tem casa como as pessoas
Come restos e se banha em lagoas
E não entende o que todo mundo diz.
 
Não tem roupas coloridas
E em seus pés surgem feridas
Por não possuir sapatos
Não tem atendimento médico
E quando precisa de remédio
Tem que procurar no mato.
 
Então decidido ele salta
Pois coragem não lhe falta
Para acabar com sua vida banal
E ao saltar fica frustrado
Ao ver que não cai, mas voa de lado
Por ser filhote de pardal.
 
Eduardo de Paula Barreto
07/06/2009