Ó SENHOR
Abatido segue o sofredor,
Triste estrada a ser percorrida,
Tão grande é a sua dor,
Ó quem me dera Senhor
Ser bálsamo para as suas feridas.
Desesperançado segue o viajor
Numa jornada sem destino
Por não mais acreditar no amor,
Ó quem me dera Senhor
Ser uma flecha de cupido.
Revoltado segue o pastor
Que teve reduzido o seu ganho
Devido à uma ovelha que se desgarrou,
Ó quem me dera Senhor
Ser o cajado que a trouxesse de volta ao rebanho.
Confuso segue o pensador
Que viu-se aprisionado pela imposição
De dogmas criados como mecanismo controlador,
Ó quem me dera Senhor
Ser as chaves que abrissem tal prisão.
Eduardo de Paula Barreto