ORIGEM DO BEM E DO MAL
As mãos cortam as labaredas
Em noite de frio intenso,
O vento corre nas alamedas
Roubando as pétalas das violetas
E eu sigo anotando os meus pensamentos.
Nada supera o poder destrutivo do fogo,
O frio é capaz de parar a cachoeira,
O vento furioso varre o campo todo,
Mas é no lado interno do corpo
Que habitam as intempéries verdadeiras.
Aquecemos ao enviar boas vibrações,
No descaso provocamos agonia,
Na voz somos brisa ou furação
E com a nossa intenção
Provocamos dor ou alegria.
Ao entrarmos num ambiente
Determinamos o seu grau de aconchego,
O enchemos de calor quando contentes
E se tristes criamos um lugar deprimente,
O bem e o mal se originam em nós mesmos.
Eduardo de Paula Barreto