O QUANTO?

 

O quanto realmente me conheço?

O quanto sou dono de mim?

Muitas vezes escorrego e tropeço,

Não sei se sou bom ou ruim.

 

O quanto realmente preciso

Das experiências que se apresentam?

Às vezes me sinto um mendigo,

Em outras súditos me cercam.

 

O quanto realmente acredito

Nas coisas que aprendi?

Algumas aproximaram o infinito,

De outras até já me esqueci.

 

O quanto realmente me gosto

E tolero minhas deficiências?

O quanto eu aceito em meu rosto

As marcas da experiência?

 

O quanto preciso viver

Para ter aprendido o suficiente

Estando pronto para morrer

Vivendo eternamente?

 

Eduardo de Paula Barreto