O PREGUIÇOSO
Para que nadar tanto
Entre tubarões e arraias
Se para o seu desencanto
Certamente morrerá na praia?
Para que tomar banho
Deixando o corpo cheiroso
Se aquele cheirinho estranho
Surgirá sob os braços de novo?
Para que arrumar o aposento
E abrir largamente as persianas
Se ao chegar a noite sonolento
Você desarrumará toda a cama?
Cansei, não vou concluir esta poesia,
Embora novos versos estejam surgindo,
Vou fazer aquilo que faço todo dia,
Assistir aos meus sonhos enquanto estou dormindo.
Eduardo de Paula Barreto