ON LINE

 

Não pense que a frieza de um computador

Onde não se sente a textura da grama ou da pedra,

Não seja capaz de nutrir o amor,

Através dele a minha alma à sua se entrega.

 

O teclado substitui a sua pele,

Os fios são os seus cabelos,

O mouse ao qual a minha mão adere

Me permite acariciá-la e não reluto em fazê-lo.

 

  A tela do monitor

Como seus olhos me permite ver

O que se passa em seu interior

Me aproximando mais de você.

 

  Quando desligo o aparelho

Fico triste porque você se vai

E com os olhos vermelhos

Aguardo ansioso você estar novamente on line.

 

Eduardo de Paula Barreto