OLHOS
Vejo sua alma
Através de suas pupilas,
Paz que me acalma,
Na ausência me mutila.
Passeio por sua íris,
Deito-me por sobre o globo.
Impossível que não a admire,
Pois daqui vejo o seu corpo todo.
Penduro-me em seus cílios negros,
Em suas pálpebras escorrego,
No cantinho encontro aconchego,
Então ao doce sono me entrego.
Sorrio quando eles brilham,
Mas em alguns momentos sofro,
Quando as lágrimas que minam
Descem molhando o seu lindo rosto.
Eduardo de Paula Barreto