NOVOS TRIGAIS

 

Saibam todos os mortais

Que têm a alma esperançosa

Que eu vi pequenos pardais

Semeando novos trigais

Depois de tardes tempestuosas.

 

Vi quando as águas cederam

Dando lugar à destruição

Mas também vi que novamente cresceram

E assim floresceram

Os brotos da nova vegetação.

 

Vi que os variados animais

Superaram o infortúnio infligido

E assim como os seus ancestrais

Trocaram a dor dos funerais

Pela construção de novos abrigos.

 

  O verde suplantou a lama

E novamente viu-se o voar

Do pássaro que sobre a grama

Sentiu surgir em seu peito a chama

Da alegria por ter onde pousar.

 

Eduardo de Paula Barreto