NOSSOS CORPOS

 

Do pó da terra fomos formados

E com características diferentes crescemos

Embora uns sejam tolos e outros bem-informados

Um dia sem sermos discriminados

Voltaremos ao pó de onde viemos.

 

  Como pó lançado ao vento

Voaremos sem nenhum esforço

Restos do branco, do preto,

Do altruísta e do avarento

Se juntarão num novo corpo.

 

Este corpo servirá de túnica

Que cobrirá o novo espírito encarnado

E na descoberta última

Veremos que a nossa alma é única

Enquanto o nosso corpo é reciclado.

 

Eduardo de Paula Barreto