NOITE PRETA
30/05/08
Noite completamente preta
Igualmente preta a minha visão
Tateio para achar a gaveta
Com custo acho uma caneta
E um pedaço de papel de pão.
Começo a jogar as letras
Pedindo a Deus por inspiração
Na escuridão surge uma silhueta
Que ordena que eu escreva
Mesmo sem eu ver a minha mão.
Anoto em linhas tortas
Tudo aquilo que penso ouvir
E a silhueta abre a porta
E assim me exorta:
É hora de você partir.
Saio para a luz do dia
E tudo posso perceber
Levo o papel no qual eu escrevia
E sob a luz que alumia
Assim começo a ler.
‘A silhueta que você via
O compelindo a escrever
Não era fruto de magia
Mas era a alma da poesia
Que queria se fazer ver’.
Eduardo
de Paula Barreto