NINHO ENORME
Não sou um querubim
Mas mesmo assim
Consigo voar
Quando meus olhos fecho
E ser levado me deixo
Por tudo o que posso imaginar.
Viajo feito um passarinho
Que deixa a segurança do ninho
Para segredos desvendar
E cada segredo que desvendo
Vejo que minhas asas vão crescendo
E mais alto consigo chegar.
Estando fora da atmosfera
Percebo que a Terra
É um ninho de insensibilidade enorme
Pendurado na árvore do Universo
Então ao ver Deus Lhe peço:
Permita-me ser pássaro não homem.
Eduardo
de Paula Barreto
13/02/2010