NÃO

 

Não reme,

Deixe a correnteza lhe levar,

Assim o seu braço não treme

E você chega em algum lugar.

 

Não insista

Se algum tronco lhe impedir de remar,

Porque talvez ele lhe assista

Não deixando você se afogar.

 

Não obedeça

Se lhe determinam caminhos obscuros para seguir,

Siga o mapa da sua cabeça,

Porque ordens absurdas não se deve cumprir.

 

Não sofra

Remoendo lembranças de antigos relacionamentos,

Não deixe esvair-se a sua força,

Pois sentimentos reduzem o discernimento.

 

Somos criadores das próximas convicções

E não apenas mantenedores das antigas tradições,

Às vezes precisamos dizer não às convenções

Deixando marcas indeléveis para as futuras gerações.

 

Eduardo de Paula Barreto