NADA
MUDA
O
tempo passa e o João-de-barro
Nada
muda na sua arquitetura
Os
ratos continuam nos ralos
E
o rouxinol agarrado nos galhos
Também
não muda de partitura.
As
formigas não mudam o formato
Dos
seus confusos formigueiros
E
os cupins sem serem notados
Elevam
no meio do mato
Os
mesmos intrigantes cupinzeiros.
Os
peixes ainda dependem da água
As
aves ainda dependem do céu
Nas
pedras não cresce nenhuma lasca
O
gelo permanece no Alaska
E
de Deus ninguém retira o véu.
Nada
muda neste Planeta
Enquanto
as gerações se consomem
Não
me importa se com teclado ou caneta
Espero
que um dia como poeta
Eu
ainda registre o crescimento do homem.
Eduardo
de Paula Barreto
29/08/09