MULHER CRUEL
Mulher, mulher, por que me feriste?
Espremeste o meu coração com as mãos,
Assim mostraste que não existe
Aquele sentimento que todos insistem
Em viver na realidade ou na ficção.
Mulher, mulher por que me envolveste
Me fazendo sentir abrigado?
Se agora percebo que desapareceste
Me deixando um simples bilhete
E um enorme espaço vazio ao meu lado.
Mulher, mulher por que me enganaste
Me fazendo acreditar
Que por mais que te afastasses
Não haveria distância que matasse
O amor que por mim juras alimentar?
Mulher, mulher por que me persegues
Me torturando em meu dia-a-dia?
Além dessa saudade que não sede,
Inconscientemente tu me pedes
Que te inclua nos versos das minhas poesias.
Eduardo de Paula Barreto