MORTE E VIDA
Morrem crianças pobres
Morrem imponentes diplomatas
Morrem plebeus e nobres
Com terra a todos cobre
A morte é justa sem distinção mata.
Morre a planta na correnteza
Das furiosas águas das enchentes
Vai flutuando com tristeza
E deixa para traz a certeza
De novas vidas nas sementes.
Morre no homem a esperança
De encontrar em si mesmo sentido
Assim desta vida se cansa
E sentado numa cadeira balança
Sem saber ao certo se está vivo.
Eduardo
de Paula Barreto
13/02/2010