MORTE E LUZ
Com as flechas que me atiram
Mantenho acesa a minha fogueira
E caso com pedras me firam
Verão como nunca viram
Eu construir uma linda lareira.
Se me jogarem aos leões
Para por eles ser comido
Verão em meio às vegetações
Eu e as feras explorando emoções
Brincando como velhos amigos.
Se eu for condenado
A viver em reclusão
Mesmo sendo acorrentado
Me verão sonhando acordado
Voando nas asas da imaginação.
Se alguém tirar a minha vida
Supondo encerrar a minha história
Terá decepção desmedida
Pois a morte apaga a vida física
Enquanto ilumina a memória.
Eduardo
de Paula Barreto
10/02/2011