MORTE
BEM-VINDA
O
sono é a morte bem-vinda
Morte
que abranda o coração
Que
traz novo fôlego de vida
E
que a cada manhã me brinda
Com
uma nova ressurreição.
Ressurjo
como a criança
Recém-saída
do ventre
Com
o futuro em forma de esperança
O
passado como lembrança
E
a nova oportunidade como o presente.
O
dia passa apressado
E
logo chega o escuro
Novamente
morro conformado
Sabendo
que aumentei o passado
E
que diminui o futuro.
Quando
a morte real chegar
Me
surpreenderá sorrindo
Pois
só uma destas coisas acontecerá
Ou
eu em vigília terei que ficar
Ou
passarei a eternidade dormindo.
Eduardo
de Paula Barreto
10/08/09