MORTE

 

A morte é implacável,

Não se submete à saudade,

Não se incomoda com o grito insuportável

Nem se comove com a infelicidade.

 

Vira as costas ao que chora,

Não faz uso da empatia,

Prolonga a dor do agora,

Tira da vida a sua alegria.

 

Ceifa ambiciosos planos,

Tira o brilho do olhar,

Faz com que os anos

Se recusem a passar.

 

Ela espera pacientemente

Por aquele que a evita

E assim indistintamente

Leva todos, ninguém fica.

 

Eduardo de Paula Barreto