MOMENTO REAL
 
Quando estamos devaneando
Continuamos respirando
Porque mortos não realizam quimeras
Por isso saboreio o verão
Mesmo quando a minha intenção
É ver as flores da primavera.
 
Se na segunda aguardo a sexta
E em janeiro aguardo as festas
Do período próximo ao natal
Passo a viver num tempo diferente
Que não é futuro nem presente
Fazendo só o passado parecer real.
 
Enquanto não consigo descobrir
Os motivos que me mantêm aqui
Sigo com bom senso e paciência
Acreditando que chegarei num lugar
Onde não exista véu para me separar
Da minha enigmática essência.
 
Eduardo de Paula Barreto
06/12/2011