MINHA FAMÍLIA

 

De que adianta uma conquista se não tenho para quem contar?

De que adianta ganhar o mundo se não tenho com quem compartilhar?

Eu viveria tranqüilamente numa solitária ilha

Se lá estivesse comigo a minha querida família.

 

Nilza é a nossa mimada matriarca,

Tipo mãezona que está sempre preocupada,

Tão carinhosa, não desgruda dos filhos

E nem mesmo de sua netaiada.

 

Nilcea, nunca brigamos, temos perfeita convivência,

Apesar de termos cinco anos de diferença.

É a irmã parceira para quem conto minhas confidências,

Nem a diferença de idade a impede de ser minha irmã gêmea.

 

Edivaldo é o meu único irmão com quem com carinho costumo conversar,

Ele labuta muito para manter sua numerosa família nos trilhos

E me deu mais uma irmã quando com a Bete resolveu se casar

E rapidinho me tornou tio de seus cinco filhos.

 

É sobre as crianças que agora vou falar,

São seis, por isso tenho que ser objetivo,

Pois o amor que tenho para expressar

É tão grande que não caberia nesse livro.

 

Sou solteiro e não tenho nenhum filho,

Mas isso a minha irmã resolveu facilmente,

Cedeu seu filho Diego a quem chamo de meu sobrilho

E ele faz com que eu me sinta como um pai diariamente.

 

Agora tenho outro grande desafio,

O de citar os nomes dos outros cinco sobrinhos,

Do meu irmão, Leonardo é o filho mais velho e esguio,

Depois vem o Hernany e o Álvaro, que é o mais gordinho.

 

Restaram as duas pedrinhas preciosas,

Carolina e Amanda, duas meninas ingênuas,

Não se desgrudam e são muito carinhosas,

Também pudera, elas são irmãs gêmeas.

 

Eduardo de Paula Barreto