MIL SENSAÇÕES 
 
Senti saudade do meu futuro
E fiz planos para o passado
Fui bandido de coração puro
Bebê que no ventre escuro
De malfeitor foi acusado.
 
Tremi de tanto frio no verão
No inverno suei de calor infernal
Acordei para ver a maior ilusão
Dormi somente para ver como são
As coisas deste meu mundo real.
 
Caminhei sentado na cadeira
Sentado pus-me a caminhar
Subi para baixo as ribanceiras
Desci para cima as ladeiras
Respirei para ficar sem ar.
 
Sem ar me revigorei
Com o oxigênio pleno
Despedi-me e me deitei
E ao lado da cama deixei
Um frasquinho de veneno.
 
Eduardo de Paula Barreto
25/02/2011